“A Copa do Mundo é aqui, e nós para onde vamos?” Esta frase está grafitada em um muro no interior da Ocupação 20 de novembro, que faz parte do MNLM – Movimento Nacional de Luta pela Moradia. Ela expressa um sentimento que atinge movimentos sociais urbanos e grupos populares, alguns dos os primeiros atingidos pelos efeitos da Copa. O agente público destas intervenções é o poder municipal. Em todo o Brasil, mobilizações e discussões vêm ocorrendo – e em Porto Alegre não é diferente.
Para discutir como os interesses desses habitantes estão sendo considerados pelas políticas públicas associadas ao grande evento, os envolvidos se encontrarão nesta quarta-feira, dia 30, na UFRGS. De um lado, estará o Secretário Municipal Cezar Busatto, interlocutor da Prefeitura de Porto Alegre com os movimentos sociais urbanos; de outro, Ezequiel Morais, do Movimento Nacional de Luta Pela Moradia (MNLM) e habitante da cidade, além de outros representantes da Ocupação 20 de novembro. A comunidade acadêmica da Universidade pública mediará o debate.
“As intervenções urbanas ligadas à Copa estão sempre aparecem nas oficinas de territorializações de agrupamentos populares que nosso grupo de pesquisa realiza. Tanto de forma direta, como no caso da Ocupação 20 de novembro, quanto indiretamente, como com os produtores rurais do Lami. Por isto, propomos o debate”, explica Eber Marzulo, professor do Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional (PROPUR) e da Faculdade de Arquitetura da UFRGS. Coordenador do projeto de extensão da UFRGS que envolve as comunidades atingidas, ele mediará a conversa.
Com entrada franca, o debate “Os movimentos sociais urbanos e a Copa de 2014 sob diferentes perspectivas” acontecerá às 19 horas, no Auditório Elvan Silva, localizado no térreo da Faculdade de Arquitetura (Rua Sarmento Leite, 320 – Campus Centro). A promoção é do Grupo de Pesquisa Identidade e Território (GPIT), da Universidade Popular dos Movimentos Sociais (UPMS) e da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS (PROREXT). Mais informações pelo e-mail gpit[arroba]ufrgs.br.





Agora é manter a interlocução. Para que o SIIT seja ainda mais um ponto de encontro em trajetórias permanentes. Afinal, nos tornamos rede antes de nos nomearmos como tal, realizamos encontros antes de os convocarmos, nos consolidamos quase sem aportes instituicionais. Uma rede de afinidades intelectuais.

